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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Quilombo São Pedro recebe escola quilombola para estudo de campo

 Quilombo São Pedro recebe escola quilombola para estudo de campo
 No último dia 10, terça-feira, a Associação Quilombo São Pedro recebeu um público já conhecido, mas diferente daqueles que esporadicamente visitam a comunidade: alunos e alunas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental II da Escola Estadual Quilombola Maria Antonia Chules Princesa realizaram estudo de campo vendo na prática o que tem acesso em sala de aula através dos docentes. Os visitantes foram recepcionados pelas lideranças no Complexo Comunitário Vandir de França, centro comunitário que leva o nome de um importante líder da comunidade das décadas de 1970 a 2000, na luta pelos direitos territoriais das comunidades. Na ocasião fora relatado sobre o início da comunidade até os dias atuais; esta originada a partir da vinda de Bernardo Furquim, a procura do pai dele, e Rosa Machado, sua esposa, para a região. Lavrinha, como era chamado o bairro antigamente, surgiu por volta do ano de 1825 e os filhos e filhas do casal foram se espalhando pelas comunidades de Galvão, Ivaporunduva, André Lopes, Sapatú, Ostra e Nhunguara. Os alunos aprenderam também sobre as importâncias do território quilombola e da organização da comunitária em Associação, visando o bem comum.
Na comunidade estudantes foram agrupados por salas, acompanhados de dois docentes e um casal de monitores para realização do roteiro. As turmas acompanharam o processamento da mandioca para fazer farinha, iniciando desde a ida a roça para colher o tubérculo, até o processo final de torra. O processo de socar arroz no pilão foi outra atividade prática; além disso, os discentes puderam, ainda, visitar a Casa de memórias, onde conheceram e relembraram utensílios comumente usados antigamente e alguns até os dias de hoje como serra de madeira, lampião, ferro de passar roupa, máquina de costura, gamela e muitos outros. Os grupos também realizaram visita guiada a Capela de São Pedro, que localiza-se ao centro da comunidade e carrega importante significado, vistas as histórias contadas de geração em geração. Ao final das atividades tocaram instrumentos de percussão do Grupo Cultural Puxirão Bernardo Furquim e jogaram futebol de campo sob o pôr do sol. Para as próximas semanas estão previstas as mesmas ações para todo o Ensino Médio.
A ação faz parte de uma série de atividades que a escola quilombola tem realizado nos últimos anos. Em 2015 todos os estudantes visitaram a Caverna do Diabo; em 2016 e 2017 as saídas de campo foram nos Quilombos Ivaporunduva e São Pedro, respectivamente. Além disso, o grupo de docentes também conheceu previamente todas as comunidades realizando conversa com as lideranças visando formação para atuação em sala de aula, atendendo a Resolução CNE/CP nº08 e as Leis 10639/03 e 11645/8. No ano de 2015 as ATPCs (aulas de Trabalho pedagógico Coletivo) se deram nas comunidades de Sapatú e André Lopes, em 2016 Galvão, São Pedro e Nhunguara receberam os professores e, por fim, em 2017 a equipe fechou o primeiro ciclo com as comunidades Ostra e Ivaporunduva.

Essas ações, embora tardias, partem esclusivamente d@s docentes que lecionam na unidade escolar e também das Gestoras que lá atuam. Segundo a Diretora Josemira Golvea, “o objetivo é conhecer a comunidade para agregar ao pedagógico...”, diz. Os projetos têm se fortalecido nos últimos anos e estão ancoradas nos dispositivos legais. Eles visam levar pra dentro da escola o conhecimento tradicional em consonância com o conhecimento científico, e a este atribuir sentido em sala de aula, mostrando a necessidade de ambos serem entendidos como fontes convergentes, sem que o segundo valide o primeiro, como geralmente ocorre quando se trata de conhecimento.







 Fotos: Carina Rodrigues, professora de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental II.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Estudantes quilombolas são aprovados em vestibular e conseguem bolsa de estudos

O último mês de janeiro foi diferente para as comunidades quilombolas do Vale do Ribeira. Cinco estudantes conseguiram ingressar com bolsa de estudos de 100% na Universidade São Francisco.

As universitárias Mariana Ribeiro da Silva, do Quilombo Ivaporunduva e Carolyne Stephany da Silva, do Quilombo André Lopes, ingressaram no curso de Biomedicina; Camila Fernanda Pereira de França, do Quilombo Sapatú em Administração e Jaine Pupo Meira, também do Quilombo Ivaporunduva, está cursando Farmácia; já o universitário Elder Rodrigues dos Santos, do Quilombo Galvão, preferiu Ciências Contábeis. Eles foram contemplados pela parceria que a Universidade tem com a Educafro (Educação e Cidadania para afrodescendentes e carentes). A Ong, coordenada pelo Frei David Santos e com sede em São Paulo, tem tido papel importantíssimo na formação de jovens em cidadania e inclusão desses em instituições de ensino superior.
A partir dos anos 2000 muitos quilombolas já tiveram oportunidade de acessar a academia para graduação; alguns concluíram o Mestrado e outros prosseguem os estudos no Doutorado. É um dos objetivos da Escola Estadual Maria Antonia Chules Princesa, localizada no Quilombo André Lopes, onde os novos universitários estudaram toda a educação básica e que atende alunos de quilombos da região do município de Eldorado-SP. Recentemente, no ano de 2015 alguns quilombolas das comunidades de São Pedro e Ivaporunduva ingressaram nos cursos de Direito, Fisioterapia, Ciências Contábeis e Engenharia Civil. Hoje são referência e tem o papel importante no incentivo de mais jovens para acessarem a graduação.  “Nos Quilombolas com certeza fomos e somos os que mais sofremos as consequências da escravização. Hoje o opressor não se utiliza mais da chibata e das armas de fogo, eles usufruem da inteligência para conseguir tirar o que é nosso por Direito, portanto é aí que entra a importância de termos pessoas capacitadas dentro do Quilombo”, afirma o quilombola Matheus Ribeiro da Silva, atualmente cursando o 3º semestre de Direito.
Em um momento pós-golpe, com inúmeros direitos ameaçados e outros tantos já ceifados é de extrema importância o ingresso à universidade, pois “estudar é a melhor forma de quebrar o sistema”, diz Camila França, caloura do curso de Administração. Sabemos que as ações de hoje terão muitos reflexos “...em todos os campos e estamos mostrando que podemos quebrar esse sistema excludente e a educação é a principal arma pra isso.”, cometa o universitário quilombola Wesley Silva Almeida, matriculado no 4º semestre de Direito.
A tarefa não é simples, assim como o histórico de resistência de nosso povo negro quilombola neste país, mas faz-se necessária, pois “...é imprescindível que tenhamos Quilombolas presentes no mundo acadêmico, só assim conseguiremos fazer frente a situação e estaremos preparados para um futuro próximo com pessoas no mesmo patamar de desenvolvimento para debaterem de igual para igual com aqueles que nos oprimem.”, finaliza Matheus.
Em alguns dias está prevista a chegada de mais 9 calouros bolsistas do quilombo Cavalcante, estado de Goiás; que se juntarão aos universitários do Vale do Ribeira na cidade de Bragança Paulista, onde se localiza o campus da Universidade São Francisco em que eles estudarão.
Zumbi vive!
          Dandara vive!
                     Luiza Mahin vive!
                                    Luiz Gama vive! 
                                               Salve povo negro, povo quilombola!
                                                                    Resistência Sempre!



segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Escola Quilombola do Vale do Ribeira celebra o Dia da Consciência Negra

   Antes de escrever este texto acabei pensando em como o faria utilizando o impessoal; no entanto, concluí que não há como fazê-lo. O último dia 18, sexta-feira, foi histórico para a Escola Estadual Maria Antonia Chules Princesa. A unidade escolar conseguiu reunir alunos de diversas escolas do município para uma manhã repleta de atividades educativas de diversos gêneros como Sarau, lançamento de livro, teatro, declamações, danças, músicas entre outras.
A Chules, como carinhosamente é chamada a escola, atende estudantes de 7 comunidades quilombolas: André Lopes, onde está  localizada, Sapatú, Nhunguara, Ostra, Galvão, Ivaporunduva e São Pedro.Quando se está envolvido na realização das atividades não há como relatá-las em terceira pessoa. Pois bem, o evento iniciou-se com a palavra da Diretora Josemira Gouvea que deu as boas vindas e disse sobre a importância de sua realização e da data não só para o nosso povo negro, mas a tod@s. Em seguida li o texto "Consciência negra ou consciência humana?” buscando fazer reflexão sobre a importância de falarmos em Consciência negra e não em Consciência humana, pois ao usarmos o segundo termo estamos indiretamente negando toda a luta e reflexão proposta para esta data.

Alunxs do primeiro e terceiro anos do Ensino Médio (EM) arrasaram declamando poemas e cantando Rap de autoria delxs realizados nas aulas de Língua Portuguesa e Literatura, História, sociologia e com apoio da Sala de Leitura. A maior parte dos poemas encontra-se no Livreto Poemas, primeiro da coletânea Negro tem história, que foi lançado no ano passado. Neste evento foi lançado o segundo volume, intitulado Nossos contos quilombolas, produção que traz histórias que foram contadas por diversos membros das comunidades e reescritos pelos alunos.  Vozes DÁfrica, de Castro Alves, foi declamado pelas alunas da segunda série do EM e o Rap “Ainda há desigualdade ”, escrito e cantado pelos alunos do 8º Ano do Ensino Fundamental também foram bem aplaudidos pelos presentes.

E pra completar a sequencia, a aluna Bruna Marinho da Silva, que ficou entre as melhores do município na Olimpíada Brasileira de Língua Portuguesa recitou o poema de autoria dela mesma, intitulado “Trilha do ouro”. A estudante da Rede Municipal de Ensino e recebeu homenagem pelo patamar alcançado.

Uma adaptação de “Navio negreiro”, de Castro Alves foi encenada pela 3ª Série/EM e outra peça foi apresentada por estudantes do 1º ano. Intitulada Bernardo Furquim, a encenação apresentou um pouco da vida desse ícone das comunidades da região. Conhecido por ter várias mulheres em vários lugares, a história de Furquim justifica que tal fato era para que as terras quilombolas fossem povoadas por seus descendentes; já que era negro liberto, então se fortaleceria e fortaleceria a todo o seu povo com o povoamento.
O evento teve duas presenças especiais: Gabriela Romeu, jornalista, documentarista e roteirista do documentário “Disque Quilombola” e Penélope Martins escritora e narradora de histórias, que encantou a todos contando “Panela do Rei Xangô”. Crianças e jovens ficaram com olhos fixados nela durante toda a apresentação para não perder um só detalhe da narrativa realizada pela escritora que veio exclusivamente para o evento.
Teve também Hip-Hop, apresentado por alunxs da EE Boa esperança; Maculelê, demonstrado pelas escolas municipais quilombolas; Danças Pérola Negra, Raça negra e outras danças afro realizadas por alunxs da própria Maria Antonia Chules Princesa. E jamais poderia me esquecer da bela apresentação dos usuários da APAE- Eldorado, que mais uma vez demonstraram exemplos de superação.  
Os visitantes puderam ver salas com mostra de maquetes de cada quilombo e com a exposição “O olhar quilombola para si”, projeto de fotojornalismo baseado em imagens capturadas pelos próprios alunos de diversas paisagens, lugares e pessoas das comunidades em que residem. Já o encerramento ficou por conta do Grupo Cultural Puxirão Bernardo Furquim; grupo formado por crianças e jovens que praticam a capoeira. Muitos deles são estudantes das EMEF Quilombo São Pedro, Galvão, Ivaporunduva e André Lopes, e outros pertencentes a unidade escolar que sediou celebração.
Prestigiaram o evento: Noel Castelo, representante da Casa Civil do Governo do Estado de São Paulo; Gabriel Spinula, Dirigente de Ensino da Região de Registro; Margareth Porto, Supervisora de Ensino; Durval de Morais- Vadico e Dinoel Rocha, Prefeito e vice, eleitos para os próximos anos; representantes dos Núcleos Pedagógicos da Diretoria de Ensino da Região de Registro; Roseli Silva, representando o Núcleo de Formação Profissional Quilombo André Lopes- ETEC- Centro Paula Souza; Josias Moreira, do Quilombo Sapatú; Adilson oliveira, Quilombo André Lopes; Aurico Dias; Quilombo São Pedro; Antonio Jorge, Quilombo Pedro Cubas; Marina Soares, Quilombo Nhunguara; Setembrino Marinho, Quilombo Ivaporunduva; Valéria Silva, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo; Ademar da Silva Jardim, Diretor do Departamento Municipal de Educação da Educação da Estância Turística de Eldorado; gestores das escolas municipais e estaduais de Eldorado e Gestoras da EMEIF José Maciel da Silva, do Bairro Castelhanos, município de Iporanga-SP. O evento contou ainda com a presença de alunxs das Escolas Odette Pereira Goulart Sales, Jayme Almeida Paiva e Boa Esperança, além das municipais de todas as comunidades 
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Vale lembrar que as atividades relacionadas a temática da Educação Escolar Quilombola ocorrem no ano todo  e se intensificam no mês de novembro. Os alunos tiveram um bate-papo sobre “Cabelo, identidade e autoestima da pessoa negra” com as Professoras Dra. Viviane Marinho Luiz e Pós-doutoranda em Educação Márcia Cristina Américo; em outra ocasião conversaram sobre “Direitos das comunidades quilombolas” com Rodrigo Marinho (EAACONE/MOAB) e Adilson Oliveira, graduando em história, das comunidades de Ivaporunduva e André Lopes, respectivamente. Além disso, estiveram na unidade escolar José Rodrigues da Silva, explanando sobre Construção de Hidrelétricas no Vale do Ribeira e os universitários Wesley Silva, Luiz Eduardo Dias e Dener Silva, do Quilombo São Pedro falando sobre opções de acesso a universidade.
  Vivenciamos sobretudo, uma crescente autoestima das crianças e jovens quilombolas, bem como o sorriso na face dos docentes nos mostra satisfação e sensação de dever cumprido. Porém, espera-se que o Poder Público (todos os setores), ali na mesa representado tenha captado a mensagem de que celebrar o Dia da Consciência Negra não é pra se festejar e sim refletir... Não é esquecer da merenda que as vezes falta, não é esquecer do ônibus que quebra ou que deixou de ir buscar nossos jovens para fazer o ENEM 2016; não é esquecer da falta de Internet (ou acesso precário) desde a fundação da escola há 10 anos, não é esquecer que a escola em questão não tem telefone e está em uma região onde não tem sinal de telefone celular; não é esquecer da Lei de Parques sancionada pelo governo do estado, que dificultará a vida das comunidades cujo parque está ao redor delas; não é esquecer de que os professores e professoras deste município e também os/as do estado tiveram pouquíssimos  momentos de Formação sobre as Leis 10639/03, 11645/08 e Resolução 08/12; não é esquecer que o município é um dos maiores produtores de banana da região, mas a fruta não está presente na alimentação escolar; não é esquecer que uma ETEC foi construída e está praticamente abandonada no quilombo; não é esquecer da lentidão no processo de demarcação de terras quilombolas; não é esquecer que nosso povo negro sofre racismo até hoje em muitos lugares; não é esquecer que Zumbi dos Palmares foi assassinado ao não se render ao sistema imposto... 20 de Novembro é pra reflexão... 













Fotos: Professos César Relva
Mais fotos em: https://www.flickr.com/photos/144800733@N06/sets/72157672868514664/page4/ (Diretoria de Ensino de Registro)

domingo, 13 de novembro de 2016

Associação Quilombola realiza festa de 36º Aniversário


      Hoje, dia 13 de Novembro de 2016 não foi um domingo qualquer no Quilombo São Pedro. A comunidade celebrou o 36º Aniversário da Associação Quilombo São Pedro e também os 160 anos de registro do território realizado por Bernardo Furquim, fundador da comunidade, no Livro de Terras da Paróquia de Xiririca, antigo nome da Cidade de Eldorado.
O encontro iniciou-se com um poema recitado pelas jovens Elizete de França Dias e Vaniely dos Anjos França Dias criado por elas mesmas e intitulado “É dia de festa!”. Em seguida, o Sr Orides de França, coordenador da Associação deu as boas vindas a tod@s os convidados e falou da importância da organização para garantia do território.
Participou também, a Dra Suely Berlanga, advogada que defende os direitos quilombolas e ajudou no processo de organização de várias associações do Vale do Ribeira, relembrou a importância das lutas para inserção dos direitos nas diversas leis hoje essenciais para garantia de direitos. “Hoje, na atual conjuntura política estadual e federal, vários dos direitos adquiridos estão ameaçados”, afirma ela. Já os senhores Benedito Alves da Silva- Ditão e José Rodrigues resgataram um pouco da luta e desafios encontrados no processo de organização das comunidades do Vale do Ribeira antes e, principalmente após promulgação da Constituição Federal, que em seu artigo 68 garante a demarcação de terras para comunidades quilombolas. “Estamos ainda lutando para garantir, de fato, a abolição da escravidão... garantir a nossa liberdade”, afirma ele, sobre o fato de existir legislação que garanta o acesso ao território, no entanto centenas de quilombos pelo Brasil ainda não são nem reconhecidos. Paulo Silvio Pupo, coordenador da Associação Quilombo Ivaporunduva e Frederico Viegas, representante do Instituto Socioambiental- ISA, ressaltaram a importância da organização comunitária por meio do trabalho e luta coletiva para manutenção e sobrevivência das famílias no território.
O senhor Aurico Dias, militante há mais de 40 anos leu a biografia do Senhor Vandir de França, uma das maiores lideranças que contribuiu imensamente para a organização da Associação. Já as crianças da comunidade cantaram e encantaram ao homenagear aos mais velhos com a música composta pela Sra Elvira Morato, da própria comunidade. A letra diz que as “criancinhas do quilombo estão querendo aprender as histórias de antigamente ...para não esquecer” , e concluíram: “não queremos essa ilusão de ir embora pra cidade, aqui temos de tudo vovozinho, o sossego e a liberdade...”, cantaram elas. Assim, ao trazer a memória daqueles que já se foram e estão somente em nossas lembranças e a garra e resistência incorporada também pelos mais jovens, os participantes viram fotos, linha do tempo com acontecimentos marcantes, ouviram relatos dos mais velhos e também de alguns jovens sobre a importância da união para alcançar os objetivos do nosso povo. 
Destaque para o discurso de Eliseu de França, 16: “convido a todos os jovens que estão afastados da luta. Vocês não sabem a emoção que é estar no meio de uma manifestação, por exemplo e todos cantarem a mesma música... ali você sabe que não está só na luta”, relata ele. E Izair de França, 83: “Temos que continuar na luta. Isso aqui foram nossos mais velhos que deixaram pra nós... nossos antepassados. Eu sou bisneto de Bernardo Furquim, fundador desta comunidade”, salientou ele emocionado. 
Além dos poemas e danças, ao final teve roda de capoeira e samba de roda com o Grupo Cultural Puxirão Bernardo Furquim e então tod@s partilharam o almoço com alimentos produzidos na comunidade. 























Fotos: Setor de comunicação daAssociação